Morte e vida em telas: análise das estratégias sensíveis entre profissionais e público nas dez maiores lives musicais do planeta num cenário de pandemia

Autores

  • Jhonatan Mata Universidade Federal de Juiz de Fora

Palavras-chave:

audiovisual; live; pandemia; música brasileira; ao vivo

Resumo

Em março de 2020, a OMS declarou a pandemia de COVID-19, doença respiratória causada pelo coronavírus. Neste cenário, com boa parte da população mundial em casa para evitar a propagação do vírus, a indústria audiovisual experimentou a explosão das transmissões ao vivo conhecidas como lives. No Brasil, as buscas por esse tipo de conteúdo ao vivo aumentaram 4.900% na quarentena. O país domina o ranking das 10 maiores lives do planeta, todas musicais, com sete produções nacionais, analisadas neste artigo. Por meio da análise da materialidade audiovisual (Coutinho 2016) e observando as “estratégias sensíveis” pontuadas por Sodré (2006), observamos que estratégias de criação de vínculo foram utilizadas. Espontaneidade, amadorismo e sentimento de comunidade, molas propulsoras do formato, são conceitos centrais em nossa pesquisa. Encontramos um “formato intimista golden prime” nas produções nacionais, na contramão da noção de domesticidade observada nas produções estrangeiras do período.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Jhonatan Mata, Universidade Federal de Juiz de Fora

Doutor em Comunicação- Universidade Federal do Rio de Janeiro- Ecopos/UFRJ (Linha Mídia e Mediações Socioculturais)- Orientadora: Profa. Dra. Beatriz Becker. Doutorado Sanduíche Capes- DSE, realizado na Blanquerna School of Communication and International Relations- Universitat Ramom Llull- Barcelona/Espanha. Docente colaborador no PPGCOM-UFJF. Coordenador do Projeto "Música para olhos e ouvidos" (UFJF)Jornalista e Mestre em Comunicação pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF).Autor dos livros "Um telejornal pra chamar de seu" (Insular, 2013) e "O Amador no audiovisual" (Ed.UFJF, 2019). Integra a Rede de Pesquisadores de Telejornalismo (Telejor). Atua nos projetos "Diversidade e Jornalismo audiovisual: modos de produção, consumo e negociação de sentido público na contemporaneidade", "A comunicação digital em ambientes imersivos" ,?Núcleo de Jornalismo Audiovisual? (UFJF) e ?Mídia, Jornalismo Audiovisual e Educação: Diálogos possíveis? (UFRJ). Suas pesquisas têm como foco o audiovisual, atualmente voltadas para a análise do jornalismo colaborativo, do amador no audiovisual, e das representações do audiovisual na música. Atua na especialização em Mídias na Educação (Capes/UAB). Finalista do Prêmio Francisco Morel 2009 (Intercom), do Festival de Poesias da Universidade Federal de São João Del Rei (2013 e 2014) e do Prêmio Sweek 2018 de Poesia.

http://lattes.cnpq.br/4615632494533159

Referências

Becker, Beatriz. 2015.Mapeamento das pesquisas em telejornalismo no Brasil: um estudo da produção acadêmico-científica de 2010 a 2014. Revista Famecos, Rio Grande do Sul, v. 22, n. 4. 2015. Disponível em: < https://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/revistafamecos/article/view/20534/13483>. Acesso em: 17 fev. 2021.

BRASIL, Ministério da Saúde. Coronavírus: linha do tempo. Disponível em: <https://coronavirus.saude.gov.br/linha-do-tempo/#fev2020> Acesso em: 26 de março de 2020.

Bucci, Eugênio. 2009. Em torno da instância da imagem ao vivo. São Paulo: Revista Matrizes – V.3 N.1.Disponível em: https://repositorio.usp.br/bitstream/handle/BDPI/32429/art_BUCCI_Em_torno_2009.pdf?sequence=1

Coutinho, Iluska. 2016. O telejornalismo narrado nas pesquisas e a busca por cientificidade: A análise da materialidade audiovisual como método possível, 2016. Trabalho apresentado no GP Telejornalismo, XVI Encontro dos Grupos de Pesquisas em Comunicação, evento componente do XXXIX Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação. Disponível em https://portalintercom.org.br/anais/nacional2016/resumos/R11-3118-1.pdf

Duras, Marguerite. 2003. O Amante. Tradução de Aulyde Soares Rodrigues. Rio de Janeiro: O Globo.

França, Vera Veiga. 2009. “A televisão porosa — traços e tendências”. In A TV em transição: tendências de programação no Brasil e no mundo. Edited by João Freire Filho, 27-52. Porto Alegre: Sulina.

Genette, Gérard. 1997.Paratexts: Thresholds of Interpretation. Cambridge:Cambridge University.

Machado, Arlindo.2000. A televisão levada a sério. São Paulo: Senac.

Martins, Raimundo. 2012.Porque e como falamos da cultura visual? Visualidades, v. 4, n. 1 e 2, 16 abr. 2012.

Mata, Jhonatan. 2019.O amador no audiovisual: a incorporação de conteúdos gerados por cidadãos comuns às produções jornalísticas da TV brasileira. Juiz de Fora: Editora UFJF.

Mathias, Lucas Teixeira Simões. O Senso de ao vivo em ficções seriadas televisivas. Trabalho apresentado no 41º Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação – Joinville - SC – 2 a 8/09/2018. Disponível em: http://portalintercom.org.br/anais/nacional2018/resumos/R13-0379-1.pdf

Morin, Edgar. 1977.Cultura de massas no século XX: o espírito do tempo. Rio de Janeiro: Forense-Universitária.

Moura, Mariluce. A forma de vida da mídia: entrevista Muniz Sodré. Revista da Fapesp. São Paulo: Prol Editora Gráfica, 2002. Ed 78,p.87-90. Disponível em http://revistapesquisa.fapesp.br/2002/08/01/folheie-a-ed-78/. Acesso em 09/07/16

Sanmatin Fernandes, Cíntia e Herschmann. 2018.(orgs). Cidades musicais: comunicação, territorialidade e política. Porto Alegre: Sulina, 2018.

Scoralick, Kelly. Por uma TV acessível: a audiodescrição e as pessoas com deficiência visual. Rio de Janeiro, 2017. Tese (Doutorado em Comunicação e Cultura) – Escola de Comunicação, Universidade Federal do Rio de Janeiro. Orientadora: Liv Rebecca Sovik. Rio de Janeiro, 2017.

Simmel, George. 1998. A metafísica da morte. Trad. Simone Carneiro Maldonado. Política & Trabalho, ano 14, n. 14, João Pessoa, PPGS-UFPB. Setembro 1998, pp. 177-182.

Sodré, Muniz. Antropológica do Espelho: uma teoria da comunicação linear e em rede. 2002.Petrópolis: Vozes.

______________As estratégias sensíveis: afeto, mídia e politica. 2006.Petrópolis: Vozes.

___________ A forma de vida da mídia. 2002. Entrevista com Mariluce Moura para a Revista Pesquisa Fapesp (edição 78, 2002, p. 86). Disponível em http://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/uploads/2002/08/86_entrevista.pdf?297482

Traquina, Nelson. 2005. Teorias do jornalismo: a tribo jornalística: uma comunidade interpretativa transnacional. Florianópolis: Insular, v. 2

Publicado

2021-05-27

Como Citar

Mata, J. (2021). Morte e vida em telas: análise das estratégias sensíveis entre profissionais e público nas dez maiores lives musicais do planeta num cenário de pandemia. MusiMid: Revista Brasileira De Estudos Em Música E Mídia, 2(1), 74-94. Recuperado de http://www.musimid.mus.br/revistamusimid/index.php/musimid/article/view/82

Edição

Seção

Artigos