Sobre a Revista

Musimid: Revista Brasileira de Estudos em Música e Mídia (ISSN 2675-3944, DOI 10.29327/16597) é uma revista científica quadrimestral de acesso aberto publicada pelo Centro de Estudos em Música e Mídia – MusiMid com revisão cega por pares. Publica textos interdisciplinares sobre música, com ênfase para a semiótica musical, bem como no sentido estrito (musicologia, história, crítica).

Dentre os temas de interesse da Revista, destacam-se as questões relacionadas à performance e seus modelos: suas relações com corpo e suas diversas camadas de mediação, ao longo da história; o papel da tecnologia e as plataformas midiáticas nos processos da comunicação poética; a concepção de instrumento musical e sua interpolação com diversos dispositivos, existentes ou obsoletas (microfone, amplificação, alta-fidelidade), e plataformas midiáticas; as variações dos padrões de escuta, gosto e sensibilidade estética, mediante a introdução das diferentes mídias sonoras; as paisagens sonoras e as mudanças na sensibilidade; as interfaces da linguagem musical com outras linguagens artísticas; questões ligadas a contemporaneidade, globalização, identidade, pertencimento e vínculo afetivo, por meio da música; memória cultural, musical e midiática; constituição de valores estáveis na era do efêmero. 

Notícias

Chamada para o dossiê "Memória, música e mídia"

2021-04-26

Chamada para o dossiê "Memória, música e mídia"

Envio de artigos até: 14 de junho de 2021
Publicação até: 31 de agosto de 2021
Organização do dossiê: Herom Vargas (Umesp) e Ricardo Santhiago (Unifesp). 

Embora a música seja, em princípio, considerada como linguagem autônoma, sem vínculos diretos com o objeto de referência, processos socioculturais tendem a construir associações simbólicas. Em virtude de sua forte presença na cultura, a canção ocupa um lugar especial nisso. Dada sua capacidade de movência e os processos de nomadismo e hibridismo, ela acaba por garantir sua inserção na paisagem sonora e contribui para a consolidação de uma memória da/na cultura midiática.

Tal permanência se dá não apenas por realizações performáticas memoráveis, mas também por meio de outras formas de fixação e transmissão (o papel, os meios mecânicos e eletromagnéticos, entre outros). A partir desses registros, é possível conceber o desenvolvimento da linguagem musical, seu percurso histórico, através da performance e das partituras. Além disso, fontes subsidiárias como a iconografia, as matérias publicadas em periódicos, capas de disco, obras literárias e audiovisuais, entre outros, fornecem informações relevantes acerca da memória e da história, da estética da época em que a obra foi concebida ou estreada, de seus modelos interpretativos/performáticos, assim como o pensamento do compositor/produtor/editor.

Diante disso, a construção e preservação de coleções, acervos e bancos de dados, bem como a preservação e disponibilização de fontes documentais pertinentes constituem-se também como mecanismos inescapáveis de fixação de uma memória da memória da canção. Testemunhos pessoais, entrevistas, depoimentos, em sua corporificação sonora ou textual, inscrevem-se como fontes originais, deliberadamente criadas. Ainda, esses suportes documentais e dispositivos mnemônicos abrem caminho para a percepção dos vínculos entre os fatos da vida individual, coletiva ou social e os atos de produção e consumo de música, nas ou a partir das mídias: a configuração de lugares de memória (musical/musicais), a memória da escuta e os passados sônicos, as práticas patrimoniais e de memória tangenciais.

A Revista Brasileira de Estudos em Música e Mídia, em seu segundo número de 2021, acolherá, além de  pesquisas voltadas às diversas relações entre memória, música e mídia, artigos avulsos, resenhas de livros, entrevistas e traduções. Todas as contribuições deverão seguir as normas editoriais da revista.

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Edição Atual

v. 2 n. 1 (2021): Em Pauta (I)
Publicado: 2021-04-30

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